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MAS AFINAL O QUE É ESSA TAL CUESTA?

3 de janeiro de 2020
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

A “Cuesta” é o símbolo do turismo regional, que encanta os mais diferenciados públicos com seu portfólio de recursos e atrativos turísticos. Mas afinal, o que é essa tal “Cuesta”?

Cuesta (palavra de origem espanhola = encosta) é uma forma de relevo assimétrico (altitude entre 550 a 950 metros), com desnível abrupto, apresentando frente escarpada (front) e o reverso com fraca declividade.

A arquitetura do relevo Cuesta é formada por: reverso, front, sopé e seus morros testemunhos. Os mirantes tão vislumbrados por nós, como por exemplo, a “Base da Nuvem”, “Pedra do Índio”, “Tirolesa do Gigante” estão localizados no “reverso”; já o “Morro de Rubião Júnior”, “Morro do Peru”, “Três Pedras” e o “Gigante Adormecido” são exemplos de “morros testemunhos”.

relevo cuestiforme paulista se estende quase que continuamente na direção nordeste – sudeste do Estado, sendo atravessado pelos principais rios: o Tietê, o Paranapanema, o rio Grande, o rio Pardo e o Mogi-Guaçu. Os detalhes da formação dessa forma de relevo foram cuidadosamente descritos no “Atlas da Cuesta” do Instituto Itapoty. Vale a pena conferir o Atlas, é uma verdadeira aula de geologia, geografia e história natural.

Ao trafegar pela Rodovia Marechal Rondon notará placas marrons com ilustrações e dizeres em branco – são placas turísticas indicando que você está na região do Consórcio Turístico Polo Cuesta.

Em outro trecho da Rondon, encontramos a placa turística “Cuesta Basáltica – ajude a preservar esse patrimônio natural”. Tal placa é um indicativo de que a Cuesta não é somente um imponente atributo turístico, mas sim, um alerta sobre a sua vasta importância geológica, ambiental e social. Para isso, foi criado em 1983 a Área de Proteção Ambiental Corumbataí, Botucatu Tejupá/ APA Botucatu, um tipo de Unidade de Conservação, que abrange nove municípios da região – Avaré, Angatuba, Botucatu, Bofete, Itatinga, Guareí, Pardinho, São Manuel, Torre de Pedra. Essa APA visa proteger as Cuestas Basálticas, e os atributos ambientais e paisagísticos, como os morros testemunhos, os recursos hídricos superficiais, o Sistema Aquífero Guarani (mais especificamente, suas áreas de recarga), o patrimônio arqueológico, a vegetação e fauna típica de Mata Atlântica e Cerrado.

Para saber mais sobre a importância ecológica da Cuesta, além da leitura do Atlas, recomendamos a leitura do artigo Viagem virtual ao Aquífero Guarani em Botucatu (SP):  Formações Pirambóia e Botucatu, Bacia do Paraná e uma visita ao MuMA Museu de Mineralogia da Aitiara – dicas que irão enriquecer seus passeios pela região.

Outras curiosidades

(1) O termo Serra não pode ser empregado como sinônimo de Cuesta. O relevo serra é um conjunto de montanhas e terrenos acidentados com fortes desníveis e muitos picos.

(2) Cuestas Basálticas ou Cuestas Arenítico – basálticas: são compostas por remanescentes de rochas vulcânicas (basalto) em áreas de rochas sedimentares (arenito).

(3) O Morro de Rubião Júnior e o Morro do Peru (Botucatu) não são vulcões adormecidos.

(4) As “pedras pretas” comumente presentes em cachoeiras e córregos de nossa região são exemplos de rocha vulcânica, o basalto, resultado do maior derrame de lava do mundo, ocorrido na Era Mesozoica, durante a separação da Gondwana. Para agricultura, o basalto é uma rocha importantíssima, pois o produto de sua decomposição é um solo de coloração avermelhada que origina os solos férteis – conhecido como terra roxa. Os imigrantes italianos pronunciaram “Terra rossa” que em português significa, terra vermelha.

(5) As “pedras de vários tons de vermelho e algumas recobertas por líquens” comumente presentes na “Pedra do Índio, Três Pedras e na Base da Nuvem” são exemplos de rocha sedimentar, o arenito, uma rocha formada pela compactação de sedimentos de areia (grãos) a milhares de anos.

FONTE: noticias.botucatu.com.br / Artigo: Patricia Shimabuku é farmacêutica industrial, professora e ativista socioambiental. 


Conheça

Seja Bem-Vindo!

A principal atração turística de Avaré é a represa de Jurumirim, formada pelo Rio Paranapanema, a 18 km da cidade. O local é território livre para a prática de windsurf, Jet skis, banana boat, caiaques, barcos e lanchas. É possível alugar embarcações nas marinas, passear de escuna ou fazer aulas de wakebord e stand´up. Ao redor da represa estão também hotéis de lazer, casas de veraneio e pousadas atraentes para casais, além do Camping Municipal.

Na área central, os principais atrativos são o Mirante do Cristo Redentor, o Santuário de Nossa Senhora das Dores, o Horto Florestal, artesanatos, entre outras atrações. Ao passar pela cidade, não deixe de provar nosso famoso doce de leite, iguaria muito tradicional de nosso município.


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